Reiki

Reiki para Ansiedade Pós-Crise: como é uma sessão de aterramento (24–72h)

Por Lindalva Dias · Professora de Yoga desde 1999 · Mestra Reiki Usui

1 de agosto de 20269 min de leitura
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Ontem você teve uma crise de ansiedade. Hoje o corpo ainda está “ligado”, o sono não veio direito e qualquer barulho parece grande demais. Nessas 24–72 horas, o que mais ajuda não é falar sobre o que aconteceu, mas sim dar ao seu sistema nervoso previsibilidade, calor e apoio. É aqui que uma sessão de Reiki de aterramento faz diferença.

No Espaço Sol, em Guará I (Brasília-DF), conduzimos sessões pensadas para esse momento específico: simples, silenciosas e com escolhas claras nas suas mãos. Desde 1999, aprendi que menos é mais quando o corpo ainda está sensível.

O objetivo nas 24–72 horas pós-crise

  • Tirar o corpo do “modo alerta” e convidar o descanso
  • Reduzir a carga sensorial sem cortar sua sensação de controle
  • Estabilizar a respiração, o tônus muscular e o ritmo interno
  • Produzir um fechamento claro (o “agora acabou”) para que você volte ao dia com leveza

Não é hora de “mexer em camadas profundas” nem de “fazer catarse”. É hora de estabilizar.

Como preparamos a sessão (5–7 minutos)

  • Check-in simples: você aponta, numa escala de 0 a 10, onde está sua ativação agora. Pergunto sobre sono, café nas últimas horas, remédios em uso e gatilhos sensoriais (luz, cheiro, toque, som). Sem narrativa longa.
  • Consentimento contínuo: combinamos um gesto para pausar (mão aberta), uma frase curta para parar e a liberdade de manter olhos abertos o tempo todo.
  • Ambiente previsível: luz indireta, sem incenso forte, temperatura neutra, música mínima (ou nenhuma) — você escolhe.
  • Posição confortável: cadeira com encosto e pés no chão, ou maca com apoio de joelhos. Se preferir, sessão 100% sem toque, com mãos a alguns centímetros do corpo.

Passo a passo da sessão de aterramento (25–35 minutos)

1) Chegada pela respiração (2–3 min)

Sentado(a) ou deitado(a), começo guidando um ritmo simples: expirações levemente mais longas que as inspirações, sem contar alto e sem “forçar o ar”. O foco é sentir o peso do corpo no apoio.

2) Âncoras físicas antes da energia (2–4 min)

Aponto, com você, três pontos de contato: pés no chão, quadril/coluna no assento e costas encostadas. Nomear e sentir essas âncoras sinaliza segurança para o corpo.

3) Reiki na cabeça e ombros (8–12 min)

Com suas preferências definidas, começo pelas mãos próximas (ou em contato suave, se permitido) nas têmporas, atrás da cabeça e nos ombros. Essas regiões costumam responder rápido: muitos relatam suspiros espontâneos e queda do “nó na garganta”. Mantemos silêncio e checagens rápidas pelo gesto combinado.

4) Centro do corpo: peito e abdome (8–10 min)

Transito para região do esterno e parte alta do abdome, sempre respeitando limites e distância que combinamos. Aqui, o convite é perceber o movimento da respiração ampliando delicadamente esse espaço. Se houver desconforto, volto para ombros ou mãos/pés como âncoras alternativas.

5) Fechamento claro (3–4 min)

Retorno às âncoras: pés, mãos e respiração. Convido três expirações mais longas, abrimos os olhos (se estiverem fechados) e alinhamos a transição: sentar, beber água, notas rápidas de como você está agora na mesma escala 0–10.

O que você pode sentir (e como manejamos)

  • Calor nas mãos, formigamentos leves, suspiros: sinais comuns de descarga de tensão.
  • “Bocejos em série” e olhos lacrimejando: reflexos de relaxamento, não precisa segurar.
  • Vontade de mexer dedos, esticar um pouco o pescoço: bem-vindo. Micro-movimentos completam o ajuste do corpo.
  • Se uma lembrança vier forte ou o peito “apertar”: abrimos olhos, voltamos às âncoras, nomeamos três objetos na sala e, se preferir, levantamos devagar para caminhar alguns passos. O controle é seu.

Por que essa abordagem ajuda

Sem promessas mágicas: Reiki não substitui tratamento médico ou psicológico. Dito isso, pesquisas clínicas sugerem que sessões de Reiki podem reduzir níveis autorreferidos de ansiedade, frequência cardíaca e tensão muscular em diferentes contextos (como ambientes hospitalares e ambulatoriais). Na prática, muitos benefícios parecem vir da combinação de toque/ presença reguladora, respiração mais lenta e um ambiente previsível que dá ao corpo uma referência de segurança. Quando a sessão respeita limites e mantém você no comando, a chance de o sistema nervoso “desligar o alarme” aumenta.

O que evitamos numa sessão pós-crise

  • Estímulos fortes: luz intensa, música com batida marcada, aromas potentes.
  • Conversa longa sobre a crise: não é evasão; é estratégia. Processar narrativas faz mais sentido depois que o corpo sai do alerta.
  • Técnicas respiratórias agressivas: nada de hiperventilação ou retenções prolongadas.
  • Excesso de intervenções: menos posições, mais tempo em cada ponto.

Depois da sessão: 24 horas de cuidado simples

  • Hidrate-se e faça uma refeição morna, de fácil digestão.
  • Exponha-se à luz natural por 10–15 minutos mais tarde no dia.
  • Caminhe leve por 10 minutos, prestando atenção ao contato do pé com o chão.
  • Evite cafeína e notícias/feeds que disparem alerta até o dia seguinte.
  • Anote, à noite, três sinais do corpo que melhoraram (por exemplo: bocejo mais fácil, ombros menos tensos, respiração mais solta). Essa percepção reforça segurança.

Se durante o dia o corpo “apitar” de novo, use o mini-roteiro 3-3-3: três nomeações de apoio (o que sinto nos pés, quadril, costas), três exalações mais longas e três olhares lentos ao redor, deixando o pescoço acompanhar.

Perguntas frequentes

  • Posso receber Reiki se estou usando ansiolíticos ou antidepressivos?

Sim. Ajustamos a sessão para estabilização e mantemos comunicação aberta. Reiki é complementar e não substitui seu acompanhamento médico/psicológico.

  • Presencial ou à distância funciona melhor nesse momento?

Se você puder vir, o presencial facilita âncoras sensoriais (cadeira, peso, espaço). À distância também ajuda e seguimos o mesmo roteiro de respiração e fechamento.

  • Preciso “acreditar” para funcionar?

Não. O que mais importa é você se sentir seguro(a), ter escolhas claras e permitir repouso sem pressa.

  • Quanto tempo dura?

Sessões pós-crise tendem a 30–40 minutos. O foco é qualidade, não quantidade.

  • E se eu não quiser toque?

Perfeito. Conduzo toda a sessão com mãos a alguns centímetros do corpo e checagens visuais combinadas.

Um exemplo realista de roteiro em 35 minutos

  • 5–7 min: check-in, consentimento contínuo, posição confortável e primeira âncora na respiração.
  • 10–12 min: cabeça e ombros, silêncio e pausas para perceber suspiros/bocejos.
  • 8–10 min: peito/abdome (ou alternativa em mãos/pés), mantendo exalação lenta.
  • 3–4 min: fechamento com âncoras, olhos abertos, água e notas 0–10.

Esse encadeamento mantém previsibilidade e dá ao corpo tempo real para mudar de estado.

Quando combinar com outras abordagens

  • Se as crises estão frequentes, alinhar com sua psicoterapia é prudente. Reiki pode entrar nos dias entre sessões para apoiar o corpo.
  • Yoga suave restaurativa ou respiração simples (sem retenções) pode ser integrada nos dias seguintes para consolidar o ganho. No Espaço Sol, ajudamos você a escolher o que cabe na sua janela de tolerância.

Experimente na prática

Se você passou por uma crise recente e quer vivenciar uma sessão de aterramento com segurança e previsibilidade, agende seu Reiki no Espaço Sol. Estamos no Guará I, Brasília-DF, e desde 1999 cuidamos de pessoas com uma abordagem humana e sem exageros.

Quer sentir como o corpo responde a práticas suaves? Sua primeira aula de Yoga é gratuita. Fale com a gente no WhatsApp (61) 99806-9885 e vamos combinar o melhor horário para você.

Lindalva Dias

Professora de Yoga desde 1999 e fundadora do Espaço Sol. Mestra em Reiki Usui, especialista em Yogaterapia Hormonal.

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