Reiki

Reiki Nível II na Autoaplicação: use os 3 símbolos ao longo do dia (manhã, tarde e noite)

Por Lindalva Dias · Professora de Yoga desde 1999 · Mestra Reiki Usui

13 de agosto de 20269 min de leitura
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Você está usando o símbolo certo na hora certa?

Talvez você acorde com a mente turva, precise de foco no meio da tarde e, à noite, não consiga “desligar”. Com Reiki Nível II, você tem três chaves diferentes na mão — mas se todas abrem portas, qual usar em cada momento do dia? Desde 1999, no Espaço Sol (Guará I, Brasília-DF), venho testando rotinas reais com alunos e alunas: quando alinhamos os três símbolos ao nosso relógio biológico, a autoaplicação fica mais leve, eficaz e sem excessos.

Por que falar de cronobiologia no Reiki II

Seu corpo opera em ciclos: alerta matinal, oscilação pós-almoço, desaceleração noturna. A ciência chama isso de ritmos circadianos. Não precisamos de jargão; basta reconhecer que há horas mais propícias para ativar, organizar ou aquietar.

  • De manhã, o corpo busca clareza e tônus
  • À tarde, alterna foco e dispersão
  • À noite, pede digestão emocional e repouso

Os três símbolos do Nível II podem acompanhar esse movimento com mais precisão. Pense em “direção de energia” adequada ao contexto, não em força bruta.

Os três símbolos como funções do dia

Sem quebrar a tradição nem cair em dogma, proponho um olhar funcional, baseado no que observo desde 1999 em prática pessoal e em centenas de atendimentos:

  • Cho Ku Rei (CKR): botão de presença e estrutura. Ajuda a “ligar a luz” onde há dispersão. Útil para dar contorno e estabilizar o campo ao iniciar o dia ou um bloco de trabalho.
  • Sei He Ki (SHK): integração emocional e clareza interna. Ajuda a organizar o fluxo entre mente e sentimento. Útil quando há ruído mental ou carga afetiva pedindo síntese (fim de tarde e noite).
  • Hon Sha Ze Sho Nen (HSZSN): ponte de conexão além da distância/tempo. Na autoaplicação, funciona como “amplitude de contexto”: você conecta sua intenção com o que precisa atravessar (metas, estudos, uma conversa importante). Útil no meio do dia, quando precisa alinhar passado-presente-futuro sem perder o eixo.

Importante: não é receita fixa. É um mapa para você testar com gentileza, mantendo a ética do uso e sem exageros.

Manhã: acordar com estrutura (6–9 minutos)

Objetivo: clareza suave + corpo presente, sem agitar demais.

Sequência sugerida

  • 30–60 segundos de respiração nasal ampla, sentada(o) com a coluna neutra. Ombros soltos, mandíbula livre.
  • CKR: desenhe uma vez, com calma, respirando pelo nariz. Visualize mais como “qualidade de presença” do que como intensidade. Aplique nas mãos e toque brevemente a cabeça (têmporas e nuca) e o centro do peito.
  • HSZSN: uma vez, conectando a intenção do seu primeiro bloco do dia (ex.: estudo das 8h–10h). Não precisa narrar mentalmente; sinta a ponte.
  • Imposição de mãos por 3–5 minutos em dois pontos:
  • Cabeça (têmporas) para acordar com foco
  • Abdome alto (plexo solar) para tônus e direção
  • Feche com CKR discreto (um traço suave) e um suspiro pela boca, soltando ombros.

Dica de qualidade: se você acorda acelerada(o), reduza o ritmo da respiração e encurte a dose de símbolos. Se levanta muito sonolenta(o), mantenha o CKR com um pouco mais de ênfase na postura ereta.

Tarde: foco com amplitude (7–10 minutos)

Objetivo: atravessar a janela pós-almoço e reentrar no foco sem dureza.

Check-in de 60 segundos

  • Observa se o corpo pede movimento. Se sim, levante, faça 3 respirações profundas com braços subindo e descendo, e só então sente novamente.

Sequência sugerida

  • HSZSN: uma vez, conectando o objetivo do próximo ciclo (reunião, estudo, criação). Deixe claro o “para quê”.
  • CKR: uma vez, só para estabilizar. Evite saturar.
  • Imposição de mãos por 4–6 minutos em dois pontos:
  • Centro da testa (entre sobrancelhas) para direção mental sem tensão
  • Centro do peito para manter abertura enquanto foca
  • Feche com um ciclo de respiração 4-2-6 (inspire 4, segure 2, expire 6) por 3 vezes.

Se sentir ruído emocional interferindo, insira SHK uma vez antes de iniciar a imposição de mãos. Ele não “apaga” emoção; ajuda a dar passagem sem que ela tome o volante.

Noite: digestão emocional e descanso (8–12 minutos)

Objetivo: desacelerar sem desabar; fechar o dia com inteireza.

Preparação

  • Luz mais baixa, celular em modo silencioso. Sente-se ou deite com apoio confortável.

Sequência sugerida

  • SHK: uma vez, com respiração mais longa na expiração. Trate como um convite à integração do que viveu no dia.
  • HSZSN: uma vez, direcionado ao seu “eu de amanhã cedo”, criando uma ponte gentil que reduz a ansiedade com o próximo dia.
  • Imposição de mãos por 6–8 minutos em três pontos:
  • Centro do peito (acalmar)
  • Abdome baixo (aterramento)
  • Cabeça (occipital/nuca) para afrouxar o diálogo interno
  • Feche com CKR mínimo, quase implícito, como quem “apaga a luz” do ambiente interno.

Se o sono costuma demorar, alongue a expiração (ex.: 4-6-8: inspire 4, segure 6, expire 8) por 3–5 ciclos. Evite repetir símbolos em excesso à noite; qualidade vale mais.

Como não exagerar: três sinais de dose certa

  • Você termina mais presente do que antes, sem “zumbido energético”.
  • A respiração está mais estável e o corpo, mais pesado onde toca o assento/colchão.
  • A mente não está anestesiada; está clara o suficiente para o próximo passo (trabalho, descanso, sono).

Se notar formigamento excessivo, inquietação ou dor de cabeça, reduza o número de traçados e o tempo de imposição no dia seguinte. Menos é mais.

Diário de prática sem burocracia (3 minutos por dia)

Criar um rastro da sua experiência afina seu discernimento. Não é para “colecionar” sessões; é para aprender com o corpo.

  • Antes: anote em 1 linha seu estado (ex.: manhã: pesado; tarde: distraída(o); noite: ansiosa(o)).
  • Símbolos: registre só o que usou e em qual ordem (ex.: CKR→HSZSN→mãos cabeça/peito).
  • Depois: escreva 1–2 sinais do corpo (ex.: respiração mais funda, ombros quentes, menos ruído mental) e 1 ajuste para amanhã.

Em 7 dias, você terá clareza do que funciona para você — sem depender de modismos.

Ergonomia energética do praticante

Cuidar de quem pratica é parte do método. Alguns cuidados simples preservam seu sistema:

  • Postura neutra, sem colapsar a lombar ou travar cervical
  • Mãos relaxadas; evite tensão nos dedos ao traçar símbolos
  • Ambiente sem excesso de estímulos (luz, som, cheiros)
  • Fechamentos gentis: um CKR contido e um bocejo consciente podem valer mais do que “trancar” energia

No Espaço Sol, ensinamos estas micro-competências desde a primeira experiência com os símbolos. Elas evitam a fadiga do praticante e mantêm a prática sustentável ao longo dos anos.

Perguntas rápidas que recebo desde 1999

  • Posso inverter a ordem sugerida? Sim. Use o mapa como ponto de partida. Se sua tarde pede mais SHK do que HSZSN, confie na leitura do dia.
  • E se eu tiver só 3 minutos? Escolha 1 símbolo + 1 ponto de imposição. Ex.: manhã CKR + têmporas. Regularidade vence intensidade.
  • Posso usar os três símbolos em todas as sessões? Pode, mas não precisa. O risco é saturar. Perceba quando dois já resolvem.
  • Como sei que “funcionou”? Observe indicadores simples: qualidade da respiração, nível de tensão nos ombros/mandíbula, nitidez da próxima ação e, à noite, facilidade de repouso.

Integre com sua realidade

O objetivo não é criar mais uma obrigação. É oferecer uma bússola: manhã (estrutura), tarde (foco com amplitude), noite (integração e repouso). Teste por 5–7 dias, faça pequenas anotações e ajuste. Sua prática ganha corpo quando encontra seu ritmo de vida.

Experimente na prática

Quer sentir isso com orientação ao vivo? No Espaço Sol, no Guará I (Brasília-DF), conduzimos sessões e cursos de Reiki com foco na vida real — desde 1999. Agende uma conversa e venha fazer sua primeira aula gratuita. WhatsApp (61) 99806-9885.

Lindalva Dias

Professora de Yoga desde 1999 e fundadora do Espaço Sol. Mestra em Reiki Usui, especialista em Yogaterapia Hormonal.

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